Neste país, a música não se define por um estilo, mas sim pela impossibilidade de se fazer ouvir pública e despreocupadamente. Fica, irremediavelmente, confinada entre caves e telhados... Esta é a realidade que Bahman Ghobadi denuncia neste filme, que os Criadores d'Arte aconselham vivamente!
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21 maio 2011
Irão - A música que não se pode ouvir...
Finalmente chegou a Portugal o filme Os Gatos Persas, do iraniano Bahman Ghobadi. Este filme explora a forma como é vista a música no Irão, bem como quais os factores sociais e políticos que a influenciam.
Há mais de 30 anos que o regime islâmico limita a criação musical. Estabelece regras e impõe leis que apenas servem para limitar a liberdade criativa e de expressão. Independentemente de estarem em conformidade com as influências ocidentais ou de cantarem na língua materna, a verdade é que a maioria dos músicos no Irão são forçados a submeter-se à clandestinidade de forma a fugir à perseguição dos agentes opressores.
Neste país, a música não se define por um estilo, mas sim pela impossibilidade de se fazer ouvir pública e despreocupadamente. Fica, irremediavelmente, confinada entre caves e telhados... Esta é a realidade que Bahman Ghobadi denuncia neste filme, que os Criadores d'Arte aconselham vivamente!
Neste país, a música não se define por um estilo, mas sim pela impossibilidade de se fazer ouvir pública e despreocupadamente. Fica, irremediavelmente, confinada entre caves e telhados... Esta é a realidade que Bahman Ghobadi denuncia neste filme, que os Criadores d'Arte aconselham vivamente!
04 abril 2011
Salgueiro Maia morreu há 19 anos
Fernando José Salgueiro Maia"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que isto chegou. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"
Salgueiro Maia no Largo do Carmo - 25 de Abril de 1974Fernando José Salgueiro Maia, cujo apelido ficou para a história com um símbolo de Liberdade, morreu há 19 anos. Militar irrepreensível e homem de convicções, ele foi um dos principais protagonistas do 25 de Abril de 1974. As suas palavras, proferidas em Santarém na madrugada do dia da revolução, são hoje encaradas como o fim de um regime autoritário como foi o Estado Novo.
Para aqueles que dizem que devíamos suspender a Democracia por alguns meses de forma a "arrumar a casa", pensem no esforço que Salgueiro Maia e tantos outros fizeram para que hoje tenhamos uma Sociedade livre e Democrática. E, já agora, sintam-se gratos por isso!
Para aqueles que dizem que devíamos suspender a Democracia por alguns meses de forma a "arrumar a casa", pensem no esforço que Salgueiro Maia e tantos outros fizeram para que hoje tenhamos uma Sociedade livre e Democrática. E, já agora, sintam-se gratos por isso!
Eu sinto-me!
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